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Notícia da Cidade do Paulista!

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Entrevista com Nena Cabral


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      Devido a conjuntura política atual da cidade do Paulista, em decorrência da possível cassação do atual prefeito Junior Matuto, os paulistenses começam a se questionar sobre novas possíveis eleições. Pensando nisso, nós do Cidade de Todos, começamos uma série de entrevistas com os antigos e novos possíveis candidatos a uma nova eleição com o objetivo de sanar dúvidas de todos os eleitores do município do Paulista.

      A nossa matéria da semana passada foi com o atual prefeito Júnior Matuto e você pode conferir clicando AQUI

      Continuando com as entrevistas, conversamos com Nena Cabral. Nena Cabral já foi Vice-prefeito do Paulista, assumindo a prefeitura durante trinta dias. Hoje filiado ao partido NOVO, um partido liberal e de direita, Nena Cabral teve sua trajetória política caminhando em diversos partidos, incluindo de Esquerda, e não disputou a Prefeitura do Paulista em 2016 afirmando que sofreu um golpe: “Eu acredito que foi um complô. Entre o atual Prefeito Junior Matuto, o Ex-deputado Sergio Leite e o Palácio do governo em conjunto com o Presidente do partido PSC o Deputado Estadual André Ferreira. Nós combinamos que quem estivesse melhor nas pesquisas, seria o candidato a prefeito e quem estivesse em segundo plano seria candidato a vice. Nos transcorrer dos fatos o Palácio interviu. Eu fui chamado pelo o Deputado André Ferreira e disse que não podia me ceder a legenda para me candidatar a prefeito e nem vice-prefeito. Apenas a vereador. E que isso foi ordem do Palácio. Me sentir traído. ” De acordo com o próprio Nena Cabral, sua candidatura colocaria em risco a reeleição de Junior Matuto.

      Quando perguntamos sobre sua relação com Sergio Leite, boatos falam sobre os atritos entre eles, Nena comentou: Nós não somos inimigos, somos adversários políticos. Não houve nenhum atrito, houve uma falta de compromisso. Em 2008, recebi convite para formar chapa e sair a vice de Sergio Leite. Nós perdemos em 2008 por sete mil votos. Perdemos por falta de compromisso do candidato de Sergio. Ele sempre chegava atrasado. Eu fiz até caminhadas sozinho. Ele deixava até mesmo de comparecer. E se tivéssemos mais uma semana de eleição, teríamos ganhado. ”

      Sem poder se candidatar à prefeitura do município do Paulista pelo o partido NOVO, pensando na desfiliação do PSC, Nena Cabral não quis comentar sobre qual partido está cogitando sua possível filiação: “Por uma questão política-estratégica, prefiro não falar”.

      Sobre a situação e possível cassação de Junior Matuto: “A cada quatro dias no país um prefeito é cassado. Já foram mais de quarenta. E o atual prefeito Junior Matuto não ver ser diferente. Com certeza ele será cassado e teremos novas eleições a partir de março em 2018. Ele perdeu na primeira instância, mas pode ganhar na segunda. Mas com certeza ele perde a nível federal. Ele recorreu ao nível municipal e ganhou. Possivelmente ganhe a nível estatual, mas no federal ele perde. Como as eleições serão em março do ano vindouro, é possível que teremos pela primeira vez segundo turno aqui no município. Faltam pouco de mil e quinhentos eleitores para isso acontecer e como vai ser possivelmente em março, essa marca será possível. ”

      Nena aproveitou para expor sua opinião sobre o descaso da prefeitura com a cidade: “Para você ter noção, o Colégio José Firmino da Veiga, outrora, chegou a comportar 8 mil alunos. Hoje são duzentos. Em estado precário, total abandono, em total desprezo e sem condições de funcionamento, até algumas salas teve seu teto desmoronado. Agora na saúde. Para vocês terem uma ideia, as pessoas que nascem em Paulista não podem mais nascerem. Porque não tem uma maternidade pública. Ou ela vai para recife ou para Breu e Lima. O atual governo, o atual gestor, não tem esse sentimento de zelo pela cidade. ”

      Essa foi a segunda entrevista da série com os antigos e possíveis futuros candidatos à prefeitura do Paulista. Com o Juiz da 12ª da Zona Eleitoral, em Paulista, Leonardo Asfora, decretando a perda do mandato do prefeito e vice-prefeito em Junho, por abuso de poder econômico em pleito de 2016, o assunto sobre uma nova eleição tornou-se frequente.

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